Quinn (Stefanie Scott) é jovem aspirante a atriz em Sobrenatural: A origem. Em meio a uma conturbada situação familiar, em que é obrigada pelo pai a cuidar do irmão mais novo e perseguir o sonho de atuar em palcos da Broadway, ela ainda não aceita a morte da mãe, vítima de um câncer. Em busca de respostas, principalmente no que diz respeito a atual situação em casa, Quinn procura na médium Elise (Lin Shaye) um contato com a falecida progenitora. Tocada pelo desespero da garota, a vidente (que participou do primeiro capítulo da franquia) decide ajudá-la. As coisas não saem como planejado e uma entidade assombrosa, agora, persegue a família da jovem suburbana. Os fatos antecedem o primeiro episódio do título, que contou com a atuação de Patrick Wilson, Rose Byrne e Barbara Hershey. Portanto, justificam a presença de Elise no filme que estreia nesta quinta (30) em grande circuito.

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A premissa é interessante, porém se você assistiu aos dois longas que antecedem Sobrenatural: A origem não deve esperar o mesmo impacto de terror. O fio condutor aqui ainda é o mesmo: influências malignas de demônios, cenário tenebroso, sons tenebrosos e uma viagem ao mundo dos mortos para descobrir o querem essas entidades.

Sobrenatural: A origem

Tucker (Angus Sampson) e Specs (Leigh Whannell) em cena novamente. Foto: Divulgação/Sony Pictures

O problema é que o nome Sobrenatural: A origem (batizado apenas no Brasil; o nome original é Insidious: Chapter 3) não explica, de fato, a origem do mal. Talvez a decisão em retroceder no tempo ao invés de se criar uma nova história subsequente seja uma tendência do cinema.

O filme é trabalhado de maneira totalmente independente. A não ser pelo retorno de determinados personagens, você pode muito bem assisti-lo e não se dar conta de que se trata do tal começo proposto pelo nome.

Com alguns poucos e bons sustos, admitimos, talvez a melhor proposta para essa nova saga devesse ser um episódio seguinte, e não retrocesso. No mais, é possível que a estratégia seja vir uma segunda parte de Sobrenatural: a Origem para explicar o que já deveria ser explicado.