Se você é quase um mestre-cervejeiro de tanto que bebe cerveja, provavelmente sabe que o lúpulo é o responsável por dar aroma e amargura à bebida (e se você não manjava nada do líquido sagrado, agora sabe). Ele também ajuda a preservar a cerveja, já que os ácidos alfa e beta, presentes na flor, possuem propriedades antibacterianas.

Mas desta vez a novidade fica por conta de um estudo publicado no prestigiado Journal of Agricultural and Food Chemistry (EUA), que analisa os efeitos positivos de algumas substâncias presentes em um ingrediente dispensado na fabricação da cerveja: as folhas do lúpulo.

De acordo com Yoshihisa Tanaka, responsável pelos experimentos, os polifenóis – antioxidantes naturais que possuem propriedades terapêuticas, presentes em alimentos e plantas medicinais –  das folhas do lúpulo (chamadas de brácteas) podem combater gengivite e cáries. A explicação é que a substância extraída das brácteas impossibilita a bactéria responsável por essas doenças de liberar toxinas na boca. Logo, existe um vasto campo de atuação para substâncias descartadas no processo de fabricação da breja.

Inclusive, anualmente, cerca de 2.3 toneladas de lúpulo são colhidas nos Estados Unidos, segundo o periódico, sendo que as brácteas são descartadas antes de produzirem as bebidas.