Se você estava sedento para assistir ao reboot de Quarteto Fantástico é melhor parar um segundo e respirar fundo. Tudo bem, o desfile de obras-primas do cinema – que tem Os Vingadores como abre-alas – é, de fato, entusiasmante. Não por menos, o trailer recém divulgado de Deadpool vem causando alvoroço, mas no que diz respeito ao Quarto Fantástico não existe nada de fantástico. Pelo menos, não aqui, tampouco nos dois primeiros filmes que antecederem essa nova roupagem.

/ Quarteto Fantástico

Reed Richards (Miles Teller) é um jovem aspirante a cientista, com um sonho nada incomum: o teletransporte. Com a ajuda de Ben (Jamie Bell), o garoto prodígio constrói uma máquina capaz de teletransportar elementos entre as dimensões. Soa familiar? Não, né? Pois é, nessa releitura, o enredo foge aos quadrinhos e cria uma nova explicação para os incidentes que resultaram nos poderes cósmicos fenomenais dos 4 adolescentes. Sim, adolescentes, pois parecem estar no primeiro ano da universidade, diferente do que foi apresentado nos dois filmes antecessores.

Aliás, as diferenças, a grosso modo, param por aí. Com pouquíssimas cenas de ação e um drama interpessoal que une filho adotivo e ciúmes amoroso, o longa é mais do mesmo. Literalmente. Vemos o mesmo duelo do primeiro filme: 4 contra 1. O que prova que essa nova produção serve apenas de pretexto para a troca de atores e a inserção dessa moçada no Universo Marvel (e possível interação com os X-Men, em meados de 2020).

No mais, é um filme divertido. Principalmente para quem já quer fazer uma degustação do que virá mais para o futuro com os novos arcos da Marvel. Quarteto Fantástico estreia nesta quinta-feira (6) em circuito nacional.