Pantera Negra é ótimo, e com certeza é o filme mais impactante do estúdio, seja nos diálogo ou nas consequências

 

“Os sábios constroem pontes, os tolos levantam muros”. Com essa frase se encerra Pantera Negra, o filme mais político que a Marvel fez nesses 10 anos de universo. O filme dirigido por Ryan Coogler é um soco no estômago e mostra que super-heróis podem ser muito mais do que mero entretenimento. Pantera Negra coloca o primeiro super-herói negro das histórias em quadrinhos em evidência, representando tudo que o personagem tem em cerne: a luta pela igualdade e o papel do negro na sociedade – que deve ser de destaque.

/ A origem do Pantera Negra

Pantera é muito mais que um super-herói tentando salvar o dia ou o povo. É o primeiro filme do gênero que põe em discussão questões tão sérias na mesa, como racismo e imigração. Além do peso que o filme coloca nas questões sociais, ele é visualmente bonito. Wakanda é representada em toda a pluralidade de tribos, estilos, tradições, rituais, misticismo e ancestralidade. A mitologia de Pantera Negra poderia ser complicada de ser adaptada, mas a Marvel resolveu isso nos cinco minutos inicias do filme. A conversa sobre a origem de Wakanda e do Pantera Negra se dá por um papo entre T’Challa e T’Chaka, no melhor estilo Simba e Mufasa, em Rei Leão. Um rei em ascensão, Pantera Negra se inicia logo após os eventos de Guerra Civil, com o príncipe T’Challa assumindo o legado como herdeiro de Wakanda, já que o pai é morto durante os eventos no filme de Capitão América.

Dito isso, T’Challa passa por um ritual de luta onde será definido o próximo Pantera Negra e protetor de Wakanda. Essa cena é primorosa. Nela, vemos toda diversidade de Wakanda e todos os conflitos que existem num sistema monárquico. Fora isso, com o príncipe tentando aprender a ser rei, existe a caçada atrás de Ulysses Klaue, vilão que no passado roubou o vibranium, material fundamental para a vida e desenvolvimento de Wakanda. Por fim, o surgimento de uma outra pessoa postulante ao titulo de Rei. Todos esses conflitos, mais os erros cometidos no passado pelos antigos Panteras, faz com que o atual rei cometa alguns erros naturais e coloque em cheque seu poder como líder máximo de uma nação. Tudo isso faz com que T’Challa mude e cresça como personagem.

Finalmente Marvel! Em quase todos os filmes do estúdio, o vilão sempre é um personagem secundário, que serve apenas para desenvolver o herói, exceto Loki, uma rara exceção. Neste longa, tanto Ulysses Klaue quanto Killmonger exercem bons papéis como antagonistas, cada um em um momento. Em Pantera Negra não temos vilões com motivação fraca. O que eles desejam faz juz de como o personagem é apresentado. Principalmente por Killmonger, um belo achado durante o filme.

O personagem é o oposto de T’Challa, o que é muito interessante em todo o contexto do filme!

 

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/ Girl Power

A representatividade feminina é bem presente no filme. Seja pelas Doras Milajes, guarda particular do rei, quanto por Shuri, irmã de T’Challa. Shuri, que nos quadrinhos já foi a rainha de Wakanda, é responsável pelo desenvolvimento de toda a tecnologia de Wakanda. Uma jovem que não perde em nada para Tony Stark ou Bruce Banner no quesito inteligência. Além disso, ela tem um humor irônico no filme, que deixa a personagem ainda mais interessante.

As Doras Milajes são um ponto alto de força, honradas e leais ao rei. São fundamentais para o desenvolvimento da trama. Seja pela imponência de Okeye ou pela bravura de Nakie. Duas mulheres extremamentes fortes e intensas em tela.

/ Saúdam o Rei

Pantera Negra é o filme mais interessante da Marvel nos últimos anos. Todos os diálogos, toda místicidade e ancestralidade é um ponto fora da curva. Você é situado em mundo nunca antes visto dentro da Marvel e isso é um acerto enorme, que viu que pode fazer filmes com mais identidade, como foi Thor Ragnarock e Guardiões da Galáxia, e agora Pantera Negra. Saúdam o Rei, pois o filme é digno do título.