Faltando motivação para treinar por aí, amigão? A ciência pode dar o empurrão que faltava. De acordo com estudo publicado no periódico Sexual and Relationship Therapy, existe um fenômeno chamado “orgasmo induzido por exercício” que pode acontecer enquanto você malha. Animou, né? Calma, primeiro vamos explicar.

/ Orgasmo induzido por exercício

Em 1953, Alfred Kinsey, fundador do Instituto Kinsey e um pioneiro no estudo da sexualidade humana, descobriu em um estudo que 5% das mulheres tinham orgasmos ao praticar atividades físicas. Esse número, anos mais tarde, acabou sendo muito maior. Debby Herbenick, uma cientista do Centro para Promoção de Saúde Sexual da Universidade Indiana (EUA) foi a fundo no fenômeno de orgasmo induzido por exercício. Especialmente com mulheres. Ela descobriu que 44% das 370 pessoas estudadas já tiveram essa sensação 11 vezes ou mais na vida. Inclusive, muitas delas disseram serem capazes de provocar este efeito.

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Como isso acontece? De acordo com Herbenick, o orgasmo aparece em diversos exercícios: abdominais (51% dos casos), levantar peso (26%), durante um sessão de Ioga (20%), pedalando (15%) e correndo (13%). Todas atividades que exigem força no core (centro de estabilidade que agrupa abdome, quadril, glúteos e lombar). A explicação da cientista é que essas atividades exercem uma força na pelve, estimulando o fluxo sanguíneo na região. No caso das mulheres, alguns exercícios pressionam o clítoris, dando uma, digamos, força a mais para alcançar o orgasmo inusitado.

Legal, mas e quanto aos homens? 

Tanto Kinsey quanto Herbenick identificaram que o fenômeno também acontece com a ala masculina da academia, mas em uma escala muito menor. “Isso nos dá a ideia de que o orgasmo não é necessariamente um fenômeno sexual. Além de fomentar a pesquisa sobre o comportamento fisiológico do organismo humano”, comenta Debby.

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/ Testosterona a mil

Não precisa ficar triste caso você seja parte da esmagadora maioria que não tem um orgasmo enquanto treina. Malhar, porém, aumenta seu nível de testosterona. Um estudo publicado na Revista Brasileira de Medicina do Esporte propõe que o lactato, aquele substrato que inunda seu corpo depois de um treino intenso (e faz os músculos doerem) tem uma relação muito íntima com a produção de testosterona. Por isso, depois de puxar ferro, você fica mais ligadão sexualmente. “Os efeitos afrodisíacos da testosterona são bem conhecidos: aumenta a busca e o entusiasmo sexual, a excitação e o prazer. Ademais, sabe-se que ela também tem um papel importante para a memória, para o humor, para a habilidade de se concentrar, para a coragem, a agressividade, a sensação de vitalidade, e para o bem-estar”, explica Cibele Fabichak, médica fisiologista e do trabalho, autora do livro Sexo, Amor, Endorfinas e Bobagens (Editora Novo Século, 256 págs.).

Bom, se a natureza não permite a todos ter orgasmo malhando, pelo menos podemos procurar ao sair da academia.