Não existe idade certa para fazer intercâmbio. A recomendação geral é que a pessoa tenha o desejo e a maturidade para viajar. Mas é possível identificar essas características em crianças e adolescentes? Fabiana Fernandes, gerente de produtos da Central do Intercâmbio (CI), explica que sim. “Os pais têm um papel importante nesta decisão, eles são responsáveis por identificar se o filho se sairia bem numa experiência como essa.”

Mas muitos pais ainda têm dúvidas se o filho está preparado ou não. “É importante estar atento a atitudes simples do cotidiano, como, por exemplo, se ele controla o gasto da própria mesada, ajuda na organização do quarto, cria vínculos com os amigos e se tira boas notas. São coisas simples que mostram que o adolescente tem certa maturidade para viver uma experiência sozinho em outro país”, aconselha Fabiana.

A vantagem do intercâmbio é que ele desenvolve a independência e a pró-atividade. O adolescente é colocado em situações em que deve decidir sozinho qual caminho escolher. “Uma característica que pode ser negativa é a dependência emocional. Muitos lidam bem com a distância, mas outros estudantes sentem muito a falta dos pais e amigos e, com isso, acabam não aproveitando o que a experiência realmente pode oferecer. O que eu sempre recomendo é que eles devem ir de cabeça aberta e se desligar do Brasil para vivenciar todas as oportunidades que um intercâmbio possibilita”, alerta.