Uma das mais tradicionais modalidades do atletismo, a Marcha Atlética tem pouco espaço na mídia em todo o mundo. Basicamente só aparece durante o noticiário das olimpíadas, de 4 em 4 anos, e quase sempre junto com risinhos e comentários engraçados.

Escolher uma modalidade pra chamar de sua é algo muito importante. A grande maioria das pessoas fica presa aos esportes tradicionais, como futebol, basquete, vôlei, natação e etc. Optar por uma prática que quase ninguém conhece é quase como apostar na loteria. E mesmo assim há quem só jogue nas dezenas que foram mais sorteadas desde primeiro sorteio.

A principal regra a ser obedecida é a de que um dos pés deve estar em contato com o chão o tempo todo e uma das pernas precisa estar sempre esticada para isso. O praticante nunca poderá estar “no ar”, como acontece com quem corre, por exemplo. É por este motivo que quando observamos uma prova de marcha, temos a impressão de que as pessoas estão “rebolando” ao praticá-la.

É extremamente extenuante conseguir permanecer dentro das regras durante provas de 20 e 50km.

É extremamente extenuante conseguir permanecer dentro das regras durante provas de 20 e 50km. Alguns atletas terminam a corrida e vão direto para o hospital, tal é a exigência física da modalidade. Há muitos fiscais durante todo o percurso, para que ninguém tente burlar a determinação. Após duas advertências, o corredor é desclassificado, mesmo que esteja perto da linha de chegada.

Músculos do abdômen, costas e membros inferiores são extremamente exigidos, especialistas costumam indicar um reforço nos exercícios destes locais antes de começar a praticar a macha, além de observar a flexibilidade das articulações, os músculos dos quadris, ombros e, principalmente, os tornozelos. Não é uma modalidade para quem ainda não esteja em forma.

O esporte foi criado na Inglaterra, no século XVII, com praticamente as mesmas regras. Ele exige muito da parte mental do atleta, é quase impossível praticá-lo sem estar extremamente concentrado. Caio Bonfim, Erica Sena, Moacir Zimmermann e Cisiane Dutra serão os representantes brasileiros nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto.

 

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