Se você almeja uma vida saudável, sabe que as atividades físicas são uma obrigação em sua rotina. E nada mais fácil e prático do que começar a correr, não é? A corrida já conta com mais de 6 milhões de adeptos no Brasil e não exige muita coisa, mas vale a pena ficar ligado em uma coisa antes de calçar o tênis e sair pela rua: sua condição física. Isso porque o oitavo esporte mais saudável do mundo — segundo a revista Forbes — traz inúmeros benefícios ao corpo e a mente se for realizado de maneira correta. Do contrário, o exercício pode ser responsável por lombalgias (dor na região lombar da coluna), hérnias de disco (lesão dos discos que compõem a coluna vertebral), tendinites de calcâneo (inflamação do Tendão de Aquiles), tendinites de joelho, tendinites do trato iliotibial (localizada na parte lateral da perna), fasceíte plantar (inflamação do tecido denso na sola do pé) e lesões musculares, especialmente para os iniciantes.

/ Antes de correr

Uma das maneiras mais simples de limar qualquer risco de problemas antes de correr é fazer uma  Avaliação Clínica de Pré-Participação (APP). “Nessa avaliação, o médico vai solicitar exames de acordo com a idade para verificar a possibilidade de presença de doenças e com a intensidade da atividade, variando desde lazer, passando por amador até profissional”, explica Luiz Augusto Lavalle, médico cardiologista do Hospital São Vicente, em Curitiba (PR).

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Nos casos mais simples, além da avaliação clínica inicial, são realizados eletrocardiograma, hemograma completo, glicemia de jejum, ureia e creatinina, lipidograma completo e ácido úrico. “Hepatograma (TGO, TGP, gama-GT, bilirrubinas, TAP/INR), exame de urina e exame parasitológico de fezes completam a lista”, detalha o especialista.

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Já os exames funcionais, como o teste de esforço, ecocardiograma de estresse e cintilografia, são indicados para atletas ou pessoas com mais de 60 anos de idade. “Fora desse quadro, a necessidade de exames funcionais vai depender dos resultados da Avaliação Clínica Pré-Participação. Se houver alguma normalidade na APP, pode resultar em outros tipos de exames cardiológicos e não cardiológicos”, lembra Lavalle.

/ Atestado liberatório

O cardiologista do Hospital São Vicente salienta que, ao final da avaliação, o médico terá de fornecer ao paciente um atestado de aptidão ou liberatório para as corridas. Neste atestado, deverá constar o tipo de esporte para o qual a pessoa está apta de acordo com uma classificação específica que leva em conta a estática e a dinâmica da modalidade. “Não há nada que substitua a avaliação clínica inicial”, completa o médico.