Ciência diz que não há problema em transar com a ex

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Dois recentes estudos publicados no periódico Archives of Sexual Behavior propõem que transar com a ex pode não ser tão ruim assim e não vai evitar que a sua fila ande… mesmo se foi você quem levou o pé na bunda.

Seja pelo costume, saudade ou para acabar com o tédio em uma noite chuvosa, você com certeza já esteve no inóspito território conhecido como transar com a ex. Aquela decisão arriscada de atravessar um deserto de inseguranças, receios, brigas antigas – que pode colocar sua saúde mental e emocional em risco – em busca de alguns (talvez poucos) momentos de prazer. Porém, para aliviar sua (futura) culpa em responder ao primeiro “oi, sumido” no What’s App (ou enviar, claro), a ciência resolveu aprovar uma fraquejada, de vez em quando.

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Ambos os trabalhos foram conduzidos em conjunto por cientistas da Universidade Wayne State (EUA), Universidade Western (EUA) e Universidade de Toronto Mississauga (Canadá) e tiveram 113 pessoas recentemente dispensadas como participantes. Foram exploradas questões como estado emocional pós-sexo e vínculo sentimental dos entrevistados que, dentro de um período de tempo após o término da relação amorosa, mantiveram relações sexuais com paixões passadas.

Nos dois estudos, os dados mostraram que transar com a ex não prejudica a autoestima, tampouco fez com que os participantes se sentissem magoados, mesmo que o fato se repetisse por várias vezes (que, inclusive, foi o que relataram as pessoas do estudo). Aliás, os cientistas descobriram, na verdade, que transar com a ex surge como uma tentativa de preencher o vazio emocional causado pelo término, como um caráter de ressignificação ao fim do namoro. A hipótese é mais evidente em pessoas que demonstraram ainda uma ligação emocional forte com o antigo amor.

“A pesquisa sugere que existe uma preocupação não justificada em pessoas que procuram transar com a ex”

/ Transar com a ex torna o término mais aceitável


Além de não causar dores de cabeça a mais, transar com a ex – ainda de acordo com os especialistas – ajuda a aceitar o término mais facilmente, como se o sexo fosse uma maneira de curar um buraco emocional deixado pelo fim do relacionamento. Afinal, é de se entender: quando você encontra alguém com que o sexo rola bem, que envolve química e carinho, é difícil largar.

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“A pesquisa sugere que existe uma preocupação não justificada em pessoas que procuram ansiosamente transar com a ex”, explica Stephanie Spielmann, autora do estudo.

Dito isso, vale a máxima: o combinado não sai caro.

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Sou jornalista, pesquisador, escritor e fundador do grupo O Hall. Tenho dezenas de produções para veículos como O Estado de São Paulo, Revista Sport Life, Revista O2, Revista Men's Health Brasil, Revista GQ Brasil, Revista VIP. Surfo, escalo e já fui correndo de SP ao RJ... duas vezes.

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