Atualmente, as oportunidades de intercâmbio são variadas. Os programas voltados para crianças e adolescentes são cada vez mais comuns, já que o brasileiro tem reconhecido a necessidade do domínio de outro idioma desde cedo. Para os mais velhos, além de estar cada vez mais acessível viajar, uma vivência internacional, seja para fazer um curso de idioma ou profissionalizante, pode ser o pontapé inicial para uma virada profissional.

“Enquanto os filhos participam de aulas e atividades personalizadas e condizentes com a idade, em uma escola de idiomas, os pais também realizam um curso, na mesma instituição, com alunos da faixa etária correspondente. Com a proposta, crianças e adultos aprendem outro idioma, conhecem pessoas do mundo todo e vivenciam juntos esta experiência inesquecível”, explica Fabiana Fernandes, gerente de produtos da Central do Intercâmbio (CI), em São Paulo.

“Os pais podem utilizar as férias escolares de janeiro ou julho para realizar o intercâmbio. O tempo de curso é, em média, de duas a quatro semanas e a idade mínima das crianças depende de cada escola. Uma delas, na Inglaterra, aceita pequenos com idade a partir dos 5 anos”, relata. Quanto à acomodação, pais e filhos podem ficar em uma casa de família, hotel ou alugar apartamentos privados.

“Na Europa, por exemplo, devido à proximidade dos países, os pais enviam os filhos desde cedo para fazer intercâmbio em outros lugares. No Brasil, até porque estamos muito distantes geograficamente de países como EUA e Inglaterra, a idade média para começar a fazer intercâmbio é de 12 anos. O mesmo programa em família pode ser feito com adolescentes. “É comum avós viajarem com os netos, ou tios com sobrinhos. A cultura do brasileiro tem mudado e, independentemente da idade, todos querem fazer um curso em outro país para aprender mais sobre o idioma e a cultura local”, contemporiza a gerente de produtos.