Em muitos casos de separação de casais que possuem filhos ocorre uma atitude denominada de Alienação Parental, isso consiste na tentativa do pai ou da mãe forçar a criança a romper os laços afetivos com o outro genitor, fazendo com que a criança crie sentimentos avessos à esse genitor.

Muitos devem estar se perguntando se isso realmente acontece, e a resposta é sim, acontece em muitos casos, principalmente, quando a separação do casal teve uma ruptura difícil que pode levar a um dos lados desejar vingança sobre o outro e, para conseguir atingir seus objetivos, a criança se torna um instrumento para direcionar agressividade. Vale lembrar que, em muitos casos, tal atitude ocorre sem que eles percebam, pois um simples comentário na visão dos pais pode ser prejudicial para a compreensão da criança em relação ao outro genitor.

Vamos imaginar um caso em que a mãe está sendo a genitora alienante, ou seja, ela é quem está colocando o filho contra o pai, isso pode ocorrer de diversas formas como, por exemplo, não contando sobre fatos importantes da vida do filho como idas ao médico, mudança de escola, uso de medicamentos, etc. deixando bem claro a não aceitação do filho em querer estar com o outro genitor, que no nosso caso seria o pai, excluindo ele da vida do filho.

Outra maneira que tal fato pode ocorrer é na interferência total das visitas, na qual o progenitor pode controlar muito os horários da mesma ou fazer manobras para tornar as visitas desinteressantes e até mesmo de se esquivar delas estipulando, para a criança, diversas atividade que atrasem a ida ao pai (ou em outras situações a mãe). Outro exemplo é quando não há nenhuma flexibilidade em relação as visitas previamente combinadas.

Contudo, não são somente nesses casos que a alienação parental ocorre, voltamos ao nosso exemplo, a mãe pode começar a ter o comportamento de obrigar a criança a escolher entre ela e o pai inserindo na cabeça do filho um conflito impróprio ou a mãe pode obrigar a criança a virar uma “mini espiã” para saber o que acontece na casa do pai. Em muitos casos o genitor alienante faz muitos comentários que denigrem a imagem do outro genitor como, por exemplo, criticar a profissão, situação financeira entre outras coisas.

Seja qual for a situação é claro que as consequências não parariam por ai, mesmo o conflito sendo somente entre pai e mãe, elas acabam passando para os filhos, uma vez que a criança foi obrigada a sentir raivas, ódio contra seu genitor. Isso pode proporcionar o desenvolvimento de alguns possíveis distúrbios psicológicos como depressão, ansiedade, síndrome do pânico, baixa autoestima, entre ouras coisas.

Pais, lembrem-se que a criança sempre será a maior prejudicada nesta situação, ela não é e nunca deve ser uma ferramenta para tirar vantagens em situação alguma, a criança quando pequena ainda é imatura e, muitas vezes, fáceis de manipular, porém não devemos utilizá-la como uma ferramenta de  agressividade contra o outro.

Vale ressaltar que, a função dos pais como um todo é prover para a criança meios de aprendizagem, estimulação, carinho, atenção, cuidados físicos, etc. para que ela possa crescer de forma saudável, uma vez que é na infância que o desenvolvimento cognitivo e emocional começa a ser constituído.

Para evitar que isso ocorra busque orientação de um profissional caso veja algo que desconfie, mas de qualquer forma sempre evite brigar ou até mesmo realizar alguma discussão mais branda na frente do filho. Muitas vezes o que é simples para os pais pode ser complexo para os filhos!

A participação de ambos os genitores, independente se convivam no mesmo ambiente ou não, é de direito da criança e é muito importante para a mesma. A alienação parental é um grave problema social que pode trazer consequências negativas para as crianças em seu futuro. Em suma, se você passar por algum processo de separação é muito importante considerar a hipótese de conversar de uma forma “amigável” com a mãe e/ou pai da criança, essa é uma dica fundamental para prevenir futuros desconfortos em relação ao trato com o seu filho.