De acordo com estimativas apresentadas pelo Relatório Focus do Banco Central, para 2015, a taxa básica de juros, a Selic, deve registrar um aumento de 0,60%, chegando a 12,25% a.a. Este é um cenário que, certamente, privilegiará os investimentos em renda fixa durante todo o ano.

Para Amerson Magalhães, diretor da Easynvest, as operações pós-fixadas, especialmente as LFTs (Letras Financeiras do Tesouro), as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio), além dos CDBs, estão entre as modalidades mais vantajosas para o investidor neste período, em detrimento à tradicional caderneta de poupança. “Para o pequeno investidor ou iniciante, uma LFT pós-fixada, com remuneração atrelada a taxa de juros, pode ser um bom negócio, pois o protege das futuras altas da Selic, que são esperadas em 2015”, destaca o executivo.

Já para quem possui R$ 5 mil ou mais para investir, as LCIs e LCAs são as alternativas mais indicadas, segundo Magalhães. “As Letras de Crédito são isentas de Imposto de Renda e a remuneração pode ultrapassar o CDI, o que representa uma rentabilidade muito superior a oferecida pela caderneta de poupança”, contemporiza. “Além disso, ambos os títulos contam com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), até o limite de R$ 250 mil por cada investidor contra a mesma instituição, que exatamente a mesma garantia da poupança”, lembra.

Já os tradicionais CDBs, só valem a pena se a instituição financeira oferecer uma remuneração que seja bem superior as LCIs e LCAs, pois, embora não possuam taxa de administração como os fundos de investimento, os CDBs sofrem a incidência de Imposto de Renda. Nesse sentido, o diretor da Easynvest informa que é preciso garimpar as melhores taxas, no entanto, sem se descuidar da idoneidade da instituição em que se pretende depositar as economias. “Ao optar por uma corretora, o leque de opções para o investidor é significativamente ampliado, pois a corretora distribui títulos de várias instituições, ao passo que os bancos, em sua grande maioria, oferecem títulos emitidos exclusivamente por eles”, explica. “A diversificação dos investimentos em várias instituições é a melhor forma para o investidor aproveitar plenamente a garantia oferecida pelo FGC. Nesse sentido, o fato de estar cadastrado em uma corretora e ter acesso a produtos de várias instituições também é uma enorme facilidade para o investidor”, complementa.

Para os investidores mais arrojados, Magalhães sugere alguns cuidados para a realização de operações no mercado de ações. “O primeiro semestre de 2015 ainda está envolto em muitas expectativas quanto aos ajustes macroeconômicos, que deverão ser promovidos pela nova equipe ministerial do governo Dilma. Se as mudanças forem promissoras, como a Bolsa sempre antecipa os acontecimentos, podem surgir boas oportunidades para compra. Para quem não quer se arriscar muito, mas deseja se manter posicionado em ações, os ETFs, Fundos de Índices negociados pela BM&FBovespa, devem ser considerados”, ressalta.