O dilema entre adquirir um carro usado ou um carro zero quilômetro pode ser determinado pelo custo-benefício que cada um pode oferecer. Se a vontade é comprar um carro mais completo pelo mesmo preço de um sem opções adicionais, o usado leva vantagem, mas perde se for levado em conta os custos com a manutenção; já ao adquirir um carro zero, a manutenção é desnecessária, mas a perda financeira se dá pela depreciação do automóvel, muito maior nos primeiros anos do carro.

Além disso, a escolha pela aquisição de um carro usado vai muito além da análise da quilometragem e da aparência do veículo. Para isso, João Roberto Reis, diretor comercial da Super Visão Perícias Automotivas, revela algumas dicas para que os futuros compradores não sejam enganados no momento da compra.

“Não adianta apenas analisar o veículo a olho nu, existem modificações ilegais, como alteração de chassi e número do motor, por exemplo, que um leigo não conseguirá enxergar. Carros provenientes de leilões e consertados após um sinistro ou batida, também passam despercebidos, no momento da compra é preciso ter muito cuidado”, pontua Reis.

Além disso, existem procedimentos que o próprio condutor pode realizar para avaliar o bom funcionamento do carro como analisar freios, caixa de câmbio, pneus, latarias e vidros, que são imprescindíveis. Um exemplo é pisar no pedal do freio e ligar o carro, se o pedal descer um pouco e parar, fique tranquilo, o freio e as pastilhas estão em ordem.

João Roberto Reis ainda revela que é preciso que a quilometragem esteja compatível com o ano do veículo. “Em média, um carro com cinco anos, precisa ter no mínimo 90 mil rodados”, resume.