Movimentos repetitivos e inadequados fazem parte do dia a dia de muitas pessoas, seja no ambiente de trabalho como também nas atividades domésticas ou mesmo na prática de esportes. As lesões do membro superior (braço, antebraço e mão) são comuns, uma vez que estas regiões são bastante sobrecarregadas, principalmente em movimentos repetitivos e que exigem força.

“As lesões por esforço repetitivo, conhecidas popularmente como LER, são caracterizadas por um conjunto de doenças que acometem músculos, tendões, articulações e outras estruturas corporais, causando dor e dificuldade em realizar os movimentos” explica Tania Fleig, Fisioterapeuta do Núcleo de Conhecimento Técnico da Mercur.
A epicondilite lateral é um exemplo deste tipo de lesão e é conhecida popularmente como “cotovelo de tenista”, por ser bastante comum em praticantes desta modalidade. “Trata-se de uma inflamação que acomete os tendões que originam-se na região externa (lateral) do cotovelo, e é causada por atividades que exigem uso excessivo dos músculos responsáveis pela extensão do punho, movimento bastante comum não só na prática do tênis, mas também presente em muitas tarefas diárias, como no uso do computador (digitação, uso do mouse)”, esclarece Tania.
Segundo o Fisioterapeuta Regis Severo, que atua na área de Pesquisa e Desenvolvimento da Mercur, os sintomas da epicondilite lateral se caracterizam pela dor localizada na face externa do cotovelo, que pode se estender pelo antebraço e punho. “Alguns movimentos simples como segurar e manusear objetos pesados e girar a maceta da porta, podem se tornar difíceis e dolorosos”.

Neste sentido, as pausas durante a jornada de trabalho, acompanhadas de alongamentos dos músculos do antebraço e braço, bem como exercícios de aquecimento muscular antes da atividade física e o alongamento após, são essenciais para a prevenção tanto da epicondilite lateral, como de outras lesões, afirma Regis.

Segundo o profissional, o tratamento, pode ser realizado através da fisioterapia, com exercícios que promovam o alívio dos sintomas e auxiliem na recuperação da região. Além disso, a aplicação do frio terapêutico com bolsas de gelo ou gel pode auxiliar no tratamento, principalmente na fase inicial da lesão, quando a região está inflamada.
“O uso de órteses para o cotovelo e cotoveleiras pode ser utilizados na realização de tarefas que exijam maior esforço, pois auxiliam na sustentação dos músculos da região em movimentos que envolvem constante contração e relaxamento, reduzindo a sobrecarga no cotovelo”, aconselha Regis, e finaliza, “É sempre importante a orientação de um profissional de saúde especializado para a prescrição dos exercícios e da necessidade ou não do uso de órteses”.