Milho pode ser uma excelente opção
de pré-treino

Devorar uma espiga não se trata apenas de sabor ou quitute de festas juninas (ou julinas, dependendo de sua região), mas também de cuidado com a saúde
e até mesmo como parte integrante do pré-treino.

Considerado cereal quando os grãos são secos e legume, quando fresco, o milho é um alimento versátil. Está presente em receitas salgadas, no preparo de doces e amplamente consumido apenas com sal (e manteiga, em alguns casos). Outra prova é a variedade de cores: o tradicional amarelo, o já bem difundido branco (usado em canjicas, por exemplo), o peruano milho roxo e o inusitado mexicano milho azul. Pois é, milho azul! Quem diria.

O departamento de alimentos e nutrição experimental da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, pertencente à Universidade de São Paulo (USP) constatou que uma dieta à base de milho roxo (aquele, do Peru, e que pode ser encontrado em algumas lojas especializadas no Brasil) tem grande influência na diminuição da hipertensão e na manutenção da diabetes. 

/ Milho como pré-treino

Entre tantos outros benefícios que o milho pode trazer, de acordo com Cintya Basi, nutricionista do Hospital e Maternidade São Cristóvão, vale olhar para as fibras presentes no legume. “No processo de industrialização ele não perde a casca, o que mantém as fibras do alimento auxiliando no funcionamento intestinal.

Além de ser uma boa fonte de carboidrato para fornecer energia ao corpo, inclusive para ser usado como pré-treino, o milho também possui antioxidantes como a zeaxantina e luteína, importantes na prevenção de doenças oculares, vitaminas B1 e B2”, explica. Um estudo conduzido pela Universidade Purdue (EUA) propõe que os grãos de milho amarelho são ricos em carotenóide, substância química presente também na cenoura.

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As fibras presentes no milho também colaboram com o controle glicêmico. “Elas estão envolvidas na redução do colesterol ruim, que auxilia na prevenção de doenças cardiovasculares.

Além disso, o milho tem magnésio, que auxilia no bom funcionamento do ritmo cardíaco e reduz o risco de morte súbita”, ressalta a nutricionista. “Uma espiga tem em média 80 calorias, portanto o milho embora possua bom potencial energético, por ser fonte de carboidratos, não é tão calórico.

Mas, deve ser consumido com moderação quando junto com outros alimentos, como a manteiga, ou em preparações com molhos e cremes”, finaliza Cintya Bassi.