A avaliação é do Centro de Referência da Saúde do Homem, da unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Segundo o órgão, isso ocorre porque com o calor, as pessoas transpiram mais e não ingerem líquidos o suficiente. “Além disso, durante as férias há uma tendência ao consumo de alimentos industrializados e ricos em sódio, que facilitam ainda mais o aparecimento de cálculo renal”, afirma a Dra. Fátima Abreu, nefrologista do Alta Excelência Diagnóstica.

Cerca de 15% da população brasileira apresenta cálculos renais. Em 85% dos casos, as pedras são pequenas e expelidas pela urina. O restante dos pacientes apresenta dores fortes e infecções, necessitando de tratamento à base de remédios ou de intervenção cirúrgica. A chance de reincidência da doença também é grande: metade dos pacientes volta a ter a doença. “Por isso, é importante que os pacientes que já sofreram com pedras nos rins realizem acompanhamento e evitar novas crises”, diz Dra. Fátima.

Segundo a médica, alguns há alguns fatores de risco para o desenvolvimento de pedras nos rins. Entre eles, pessoas que já se submeteram a cirurgia bariátrica, alcoolistas e pacientes com gota. “Nestes casos, é preciso que o paciente tenha cuidado redobrado para evitar o problema”, revela a médica.

Veja abaixo os fatores de risco mais comuns para o desenvolvimento de pedras nos rins:

– Pessoas que já passaram por cirurgia bariátrica – A cirurgia modifica a absorção de oxalato, por alterar a composição da flora intestinal, o que contribui para a formação do cálculo;
– Pessoas com Gota – Esta doença promove um aumento de ácido úrico, uma das causas de cálculo renal;
– Alcoolistas – O excesso de álcool causa desequilíbrio agressivo no processo de absorção das substâncias que formam as pedras;
– Pacientes que apresentam infecções urinárias de repetição;
– Uso indiscriminado de antiácidos e vitamina C.