Boa notícia caso você cogite fazer uma circuncisão: de acordo com estudo canadense publicado no Journal of Urology (EUA) cortar a pele que cobre o prepúcio do seu amigão aí de baixo não diminui a sensibilidade na hora do sexo. Sessenta e dois homens com idade entre 18 e 37 anos foram testados durante um experimento. Metade deles havia feito circuncisão na infância e a outra metade tinha o pênis intacto. Após alguns testes de toque, sensação de calor e pressão, a conclusão foi de que não existe diferenças consideráveis na sensibilidade de homens com circuncisão ou sem.

Segundo Caroline Pukall, professora da Universidade Queen (EUA) e líder da pesquisa, existe um grande mito sobre o tema. “O senso comum supõe que após a circuncisão, a cabeça do pênis fica exposta e o fato do tecido mucoso engrossar para proteger a região diminui a sensibilidade durante o sexo”, diz. Contudo, Caroline pontua que não é possível entender ainda como isso afeta o sexo, já que existe movimento e outras coisas durante a penetração. “Porém, no que diz respeito à sensibilidade, reforçamos que não existem alterações significativas”, completa.

/ Benefícios da circuncisão

A circuncisão não é novidade, existe há pelo menos 15 mil anos. Uma declaração recente da Academia Americana de Pediatras (AAP) afirmou que os benefícios da prática, principalmente em recém-nascidos, superam os riscos envolvidos. No caso, dores e, hemorragia, inflamações na mucosa e a recuperação. Há controvérsias quanto a isso. Por um lado, trata-se de uma cirurgia desnecessária quando falamos de crianças saudáveis. “Ao mesmo tempo, é realizada na maioria dos países do mundo como uma prática preventiva”, Fernando Korkes, urologista e membro da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). É também um dos motivos para evitar a fimose (estreitamento do prepúcio que impede a glande do pênis de ser exposta). Isso pode acarretar infecções e até mesmo câncer, já que impossibilita a higiene adequada.

Há ainda uma série de estudos relacionando a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis em países em desenvolvimento com a prática da circuncisão, com a diminuição no número de casos. A partir disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendar a cirurgia em países com alta prevalência de HIV, como medida preventiva para a doença, bem como de outras patologias como HPV, herpes e sífilis e câncer de pênis. A teoria é de que o tecido do prepúcio, muito similar ao da pálpebra, é úmido e da grande presença de células imunológicas que costumam se tornar alvos do vírus da Aids. Existe também outra explicação interessante: o prepúcio tem receptores celulares que permitem que o vírus (e outros agentes causadores de DSTs) reconheça o pênis como órgão-alvo de contágio. Logo, fazer a circuncisão seria como camuflar a sua arma.

Os resultados de um experimento publicado no International Journal of Impotence Research propõem que a circuncisão interfere (positivamente) na ejaculação, retardando-a. Calma, não é pretexto para você tirar o cachecol, se é que me entende.

Fertilidade a mil!

Estudo americano propõe que homens circuncidados têm maior taxa de espermatozóides saudáveis.

Claro, é importante ressaltar que isso tudo não deve ser motivação para você passar a faca. O procedimento é muito mais complicado em adultos do que em crianças: é preciso mais anestesia, pontos, algumas semanas de abstinência… Já que você usa camisinha, por que se preocupar?