Você sabe que o tabagismo é um dos principais causadores de doenças no mundo e mata cerca de 80 mil pessoas por ano no Brasil, segundo números da Organização Mundial de Saúde (OMS). E muitos homens, na luta contra o cigarro, trocam o “pigas” por um cigarro eletrônico, elétrico ou vaporizador.

E diversos estudos tentaram apontar que trocar o cigarro eletrônico pelo tradicional (aquele com tabaco) é como trocar 6 por meia dúzia. Até agora.

/ O viés do cigarro eletrônico

Segundo uma revisão de pesquisas realizada pela agência Inglesa de Saúde Pública (Reino Unido) concluiu que esses produtos são 95% menos agressivos ao seu organismo do que os tradicionais. Claro, ambos liberam nicotina na corrente sanguínea, mas o que propõem os cientistas é que essa substância, mesmo não sendo super saudável, também não é lá um veneno para seu corpo.  A novidade foi publicada nesta quinta-feira (20).

/ O verdadeiro vilão

No estudo, a grande preocupação no ato de fumar é a inalação de substâncias como alcatrão, arsênico e outros componentes que têm potencial maior de causar câncer do que a nicotina. o grau de periculosidade ao fumar um cigarro de tabaco é de 99.6, enquanto os cigarros eletrônicos ficam em 3.4.

O estudo, que foi realizado de modo independente, inclusive, não encontrou indício de que adolescentes comecem a fumar por causa de cigarros eletrônicos, como sugerem pesquisas anteriores.

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De acordo com Oliver nascimento, médico presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), o cigarro tradicional tem cerca de 4 700 substâncias tóxicas. “Elas agem diretamente no sistema nervoso central e chegam em até 9 segundos ao cérebro. O consumo persistente do cigarro gera um aumento constante da quantidade de receptores de nicotina e faz com que o cérebro tenha uma necessidade cada vez maior da substância, formando-se um ciclo viciante”, alerta.

Já a dependência psicológica está associada ao símbolo que o cigarro representa. “É um hábito cotidiano e, muitas vezes, relacionado ao prazer de atividades como tomar um café ou beber com os amigos.”

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Jane Ellison, ministro de saúde pública da Inglaterra, em entrevista para o jornal inglês The Guardian, sugere que os produtos sejam licenciados como adicionais ao tratamento para quem quer parar de fumar, assim como as gomas de mascar e adesivos.