Para esclarecer questões que você possa ter sobre o uso do produto, Claudio Mendes Pannuti, professor doutor de periodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP), lista os principais mitos e verdades que aparecem em no consultório.

/ Enxaguante bucal pode substituir a escovação

Não. O enxaguante bucal deve ser utilizado juntamente com a escova e o fio dental, complementando a higiene bucal. A rotina completa (com fio dental, escovação e enxaguante) reduz até 99% das bactérias da cavidade bucal, enquanto que o uso de métodos mecânicos apenas (fio dental e escovação) alcançam somente 25% da área da boca.

/ Enxaguantes bucais melhoram o hálito

Sim. Enxaguante bucal tem ação contra bactérias associadas à halitose (mau hálito). A halitose pode ser resultado também de outros problemas bucais, tais como doença periodontal, além de determinadas condições sistêmicas. Por isso, um dentista sempre deve ser procurado para uma avaliação mais profunda.

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/ A presença de álcool no produto faz mal

Não. O uso de enxaguante bucal com álcool é seguro, como já comprovado por um estudo desenvolvido pelo Instituto Europeu de Oncologia. O álcool presente na fórmula do produto é de grau farmacêutico, usado para a diluição de óleos essenciais, que constituem os princípios ativos do produto.

/ Enxaguante bucal sem álcool não é eficaz

Não. O álcool que está presente no produto tem como principal função diluir os óleos essenciais. No caso de enxaguantes sem álcool, essa diluição é feita por outros componentes específicos e seguros.

/ O uso frequente de enxaguante bucal pode provocar câncer

Não. O álcool presente na fórmula do produto é de grau farmacêutico, puro, diferente do álcool encontrado nas bebidas alcoólicas. O álcool das bebidas alcoólicas apresenta impurezas e interage de forma diferente com a mucosa bucal, sendo um fator de risco para o desenvolvimento de lesões cancerosas dependendo da frequência e tempo de ingestão.

/ É possível diluir o produto para arder menos

Não. A diluição do produto em água reduz a concentração do princípio ativo. Consequentemente, o produto perde sua eficácia. Existem produtos com e sem álcool, com sabores fortes e mais suaves. Seu dentista sempre deve ser consultado para lhe indicar o produto mais apropriado.

/ O uso contínuo de enxaguante bucal causa manchas nos dentes ou alterações na boca

Não. O enxaguante bucal com óleos essenciais não causa manchas nos dentes. Também não há evidência de que esteja associado com desenvolvimento de lesões bucais, alteração na composição da microbiota bucal ou alteração do pH da saliva. Somente alguns produtos específicos contendo clorexidina em sua composição, se usados de modo contínuo, podem ocasionar manchas nos dentes.

/ Utilizar enxaguante bucal todos os dias faz bem

Sim. O uso do produto juntamente com escovação e fio dental promove redução adicional de 27% na quantidade de placa bacteriana e de 18% na gengivite, quando comparado à escovação e o fio dental apenas.

/ O enxaguante bucal ajuda a prevenir e solucionar doenças

Sim. O uso diário do produto auxilia na prevenção de doenças bucais, como gengivite e halitose. Além disso, algumas pesquisas mostram associação de doenças bucais e má higiene bucal com doenças sistêmicas. Isso ocorre porque as bactérias presentes na boca podem passar para a circulação sanguínea por meio de pequenos vasos localizados no tecido gengival (processo conhecido por bacteremia). A resposta inflamatória decorrente deste processo pode resultar em algumas condições sistêmicas, como doenças cardiovasculares e respiratórias. Por isso, é importante realizar os três passos da higiene bucal – escovação, fio dental e enxaguatório bucal – para manter uma boa saúde bucal e sistêmica.

/ Todo enxaguante bucal tem flúor

Não. Existem diversos enxaguantes bucais no mercado, mas nem todos têm flúor na fórmula. É importante que, na hora da escolha, você opte pelo produto que se ajuste melhor a sua necessidade. Na dúvida consulte seu dentista. Se desejar reduzir o risco de cárie, a escolha de um enxaguante com flúor deve ser considerada.

/ Todas as versões de enxaguatórios são iguais

Não. Assim como a escova dental, a indicação do melhor enxaguante deve ser feita pelo seu dentista, considerando sua necessidade frente aos diferentes princípios ativos com diferentes modos de ação e eficácia dos produtos disponíveis no mercado.