Cá entre nós, somos amigos: não se sinta envergonhado caso tenha rolado uma broxada nos últimos dias. Isso acontece com todo homem, pelo menos, uma vez na vida. O problema, na verdade, está somente se essa tal broxada se torna constante e com menos espaço de tempo entre as outras.

E as causas são multifatoriais: pode ser estresse, birita, cigarro e… carência em vitamina D. Pois é! Isso, claro, é o que sugere um estudo da Sociedade Internacional de Medicina Sexual (Holanda). Nele, os cientistas avaliaram se o nível de vitamina D em um grupo de pacientes com disfunção erétil tem impacto na intensidade da doença.

Para um total de 143 casos, 50 pacientes foram classificados como disfunção erétil arteriogênica (que são lesões nos vasos que irrigam e drenam o pinto), 28 como disfunção erétil incerta e 65 como disfunção erétil não-arteriogênica. Resultado: a deficiência do nutriente estava presente em 45,9% e apenas 20,2% tinham níveis ótimos de vitamina D. Pacientes com grave disfunção erétil obtiveram nível de vitamina D significativamente menor do que aqueles com leve disfunção erétil.

 

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Broxada e vitamina D

A conclusão do estudo é que uma parcela significante de pacientes com disfunção erétil tem deficiência de vitamina D e essa condição é mais frequente em pacientes com etiologia arteriogênica. Baixos índices de vitamina D podem aumentar o risco de disfunção erétil.

A vitamina D é conhecida como a vitamina do sol porque a pele absorve esse nutriente quando exposta à luz solar. O nível dessa vitamina tende a cair com o avanço da idade, e a deficiência dela é mais comum em épocas e regiões que recebem menos luz do sol e em pessoas com a pele mais escura, que naturalmente bloqueiam os raios solares.  “Apesar deste estudo, não sabemos ainda se a reposição da vitamina D pode reduzir o risco, porém este novo dado ressalta a importância de incluir a dosagem da vitamina nos seus exames preventivos”, alerta Daher Chade, urologista do Instituto do Câncer de São Paulo e do Hospital Sírio Libanês.

 

Não deixe faltar no organismo!

Você já sabe que o sol ajuda a sintetizar a vitamina no corpo, mas só uma parte dela. Logo, segundo Renata Rodrigues de Oliveira, nutricionista de Belo Horizonte (MG) e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), você precisa de 5 a 15 minutos diários entre 10h e 15h de luz solar e alimentação rica em vitamina D.

“As maiores fontes alimentares dessa vitamina são fígado, carne bovina e ovos (principalmente a gema), laticínios (leite, queijo e manteiga) e alguns peixes de água salgada, como arenque, salmão, atum e sardinha”, explica Renata.

Um simples exame de sangue é capaz de detectar como está  o seu nível dessa vitamina.

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