Entre os meses de fevereiro e março de 2014, o Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente (Ipom), entrevistou 1 340 pessoas na capital paulista e apurou que os índices de insatisfação com o ambiente de trabalho estão em nível elevado. De cada 10 profissionais consultados, 7 confessam não estarem satisfeitos com carreira ou emprego e gostariam de trocar de função ou empresa.

“Existem pessoas que estão insatisfeitas com as próprias carreiras mas, mesmo assim, continuam trilhando caminhos. Já outros gostam da carreira, mas almejam uma posição melhor ou mudar de trabalho. Um dado alarmante e que se deve levar em consideração para essa insatisfação é relativo a famosa Geração Y que possui muito menos paciência para esperar que as coisas aconteçam”, comenta Meiling Canizares que completa: “Existe uma pressa dessa geração em crescer na carreira e uma falsa expectativa de empregar pouco esforço pessoal para o  crescimento. Há jovens que acreditam que já estão preparados para o próximo passo e, na verdade, não estão”.

Ainda com base na pesquisa, 68% afirmam se sentirem capazes de exercer cargos mais valorizados ou bem remunerados, mas se sentem vítimas de chefes injustos e de um sistema empresarial que não reconhece a meritocracia. “Essa informação nem sempre condiz com a realidade. É importante incentivar o protagonismo e estimular que o profissional assuma o controle da própria carreira e a responsabilidade pelo sucesso ou fracasso e não os atribua a terceiros como gestores, RH ou a própria empresa que não valoriza o profissional. Se não é possível mudar o ambiente, ao detectar barreiras exteriores e não conseguir superá-las, deve-se considerar tomar a iniciativa da mudança de empresa. Antes, contudo, deve-se avaliar se as barreiras são realmente externas”, completa Meiling.

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Outro dado que também preocupa, de acordo com a pesquisa, é o fato de 40% das pessoas afirmarem que não costumam se planejar e preferem esperar que as coisas aconteçam naturalmente quando o assunto é trabalho. Para Meiling, isso não é fator preocupante: “Não há problema em não planejar toda a carreira, mas há momentos em que isso se torna necessário. Quando temos sonhos e objetivos a realizar, é importante planejar”.

/ A que está relacionado o sucesso no trabalho?

Para Meiling, está relacionado com vários fatores: “de acordo com minha abordagem, baseada na teoria integral, posso afirmar que os fatores que influenciam o sucesso então ligados a quatro quadrantes: subjetivo (habilidades naturais, competências adquiridas, perfil comportamental, fatores que motivam ou desmotivam o indivíduo), objetivos (entrega de resultados na prática, saúde), intersubjetivos (cultura onde está inserido, valores da empresa alinhados com valores pessoais, qualidade da rede de contatos internos e externos da pessoa) e inter-objetivos (momento da empresa, da economia, da equipe)”.

Sucesso, contudo, pode não trazer realização pessoal com o trabalho. A realização virá quando existir um alinhamento de sua profissão com seu propósito de vida e seus valores.