Uma maneira de se inspirar para ter uma ideia de negócio é observar um mercado e buscar novas maneiras de resolver determinados problemas. Com a ajuda de Fernando de la Riva, CEO da Concrete Solutions, Guilherme Junqueira, Gestor de Projetos da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), e Rômulo Muzzi Câmara, responsável pela relação com investidores do SEED, O Hall listou os setores mais promissores para quem ainda deseja empreender e investir em uma startup em 2015.

/ Mobilidade urbana
Os aplicativos que ajudam a encontrar táxis são exemplos de como é possível mudar a maneira como o consumidor utiliza um serviço. EasyTaxi, Waze e Moovit são startups que se destacam nesse segmento. “Entretanto, a dor deste tópico é enorme e ainda existe espaço para novas ideias que apostem em resolver os problemas de mobilidade”, afirma Riva.

/ Energia
A demanda por uma energia limpa e sustentável é um problema mundial. Por isso, Câmara acredita que startups que buscam soluções que possam ajudar na geração de uma energia limpa e sustentável terão destaque no ano que se aproxima.

/ Mercado imobiliário
A inadimplência e devolução de imóveis são alguns problemas presentes no setor. “Alguém que facilite a reestruturação de contratos e renegociação de dívidas bem como a revenda de imóveis pode estar no lugar certo e na hora certa”, diz Riva.

/ Soluções para pequenas empresas
Para Junqueira, serviços que possam ajudar pequenas empresas a baixarem seus custos ainda são uma tendência. “Softwares para pequenas empresas ainda tem um grande mercado a ser atendido. E do micro ao pequeno empresário, eles estão tendo condições de adotar essas soluções”, afirma Câmara.

/ Educação
“Hoje as pessoas buscam novas qualificações para buscar uma formação complementar e as startups que atuam no segmento educacional encontraram um nicho de mercado”, afirma Câmara. Para Riva, startups que conseguem aliar educação à distância móvel e gamificada têm uma grande chance de sucesso.

/ E-commerce de nicho
O mercado de comércio eletrônico só tende a crescer com a facilidade que já existe para comprar sem sair de casa. Para Junqueira, moda, artigos de luxo e produtos para pets são alguns exemplos de nichos que podem ser explorados pelas startups brasileiras.

/ Saúde
Marcação de consultas, exames e prontuários digitais são alguns pontos a serem observados pelos empreendedores. Riva explica que iniciativas neste sentido ainda são raras e pouco exploradas. “Esse segmento está em alta não só para startups, pois ainda há muito para contribuir na vida das pessoas”, completa Câmara.

/ Internet das coisas
Esse setor conecta itens usados no dia-a-dia à internet para facilitar a vida dos consumidores. “Ninguém assumiu o controle dessas áreas aqui no Brasil. Vale a pena considerar essas novas tecnologias como forma de desvincular mercados e criar novas ideias para tirar ineficiências e atender a carência de serviços de qualidade que o Brasil tem”, afirma Riva.

Agora é levantar as mangas e ir para cima, em busca do sucesso.